sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Você é...

"Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê."

Martha Medeiros

Photo by Eliot

Brin

sábado, 22 de agosto de 2009

It's all about faith

Dois dias atrás aconteceu uma coisa louca comigo. Mas uma coisa louca boa, que me fez chorar que nem criança, incontrolavelmente. E posso dizer que foi uma das coisas mais incríveis que já me aconteceu!
Alguns meses atrás, perdi minha avó paterna, que também era minha madrinha. Foi tudo muito difícil, pois ela sempre foi muito forte e nunca tive dúvidas de que aquela véinha ainda ia viver muito. O que mais doeu, foi o fato de estar longe e não ter tido a oportunidade de me despedir. Já fazia um ano que não nos víamos. Nos falamos no telenofe duas semanas antes dela falecer, e ela morreu uma semana antes de eu chegar no Brasil. Éramos muito ligadas e minha mãe contava que ela sofria muito pelo fato de eu estar morando em outro pais, sem data definida pra voltar... lembrar disso depois que ela se foi, me corta o coração.
Duas semanas atrás, minha mãe estava mexendo em uns livros de receita dessa minha vó e achou uma carta, que ela tinha começado a escrever pra mim. Ela não terminou de escrever, mas só o que escreveu mexeu demais comigo. Foi uma despedida e ficará para sempre como uma grande lembrança.
O sinal, foi relacionado a essa carta e outros detalhes. Acho muito pessoal pra escrever aqui, mas agora posso dizer que acredito em mágica, na mais forte delas. Sei que minha vó está comigo o tempo todo. É meu anjo e me mandou esse sinal como maior prova disso.
E como diz meu irmão: It's all about faith.

Saudades... todos os dias.

Photo by Christian

Brin

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Diria


"Aproveite meu filho
Que isso passa
Deixe-se livre
Apaixone-se
São vários os sabores
Os amores
Conheça os lugares
As estórias dos lugares
Conheça a você mesmo
Não pense que o tempo lhe trará
Ele só lhe dá oportunidades

Aproveite meu filho
Viva com seus amigos
Tente estar sempre com eles
Pois a vida lhe dará sempre um presente
Mesmo quando eles estiverem ausentes
Procure escutar mais que falar
Esteja atento às mudanças
Olhe sempre antes de atravessar
Beba com sabedoria
E eu diria
Sempre sorria!"

Erico Alves
Visitem: http://ericocos.blogspot.com/

Photo by Samantha Reyes
Visitem: http://www.flickr.com/photos/sammielita/

Brin

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Impulso

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector

Photo by Maui

Brin

Sonhar, sonhar e sonhar

Já parou pra pensar que as vezes a gente dorme demais só por causa dos nossos sonhos? Ou será que é coisa da minha cabeça? Whatever. Só sei que pensei nisso hoje.
O motivo é que de uns dois meses pra cá, meu sono andava uma bagunça. Eu tava indo dormir tarde e acordando tarde. Às vezes dormia até 12 horas. Apesar de amar dormir, sei que é um desperdício. Nos primeiros dias até que tava bom, pois tava fazendo um frio desgramado aqui na cidade onde eu moro, mas já fazem duas semanas que esquentou e tem feito dias incríveis. Acordava puta por não ter aproveitado o dia, claro.
O lado bom disso tudo é que teoricamente, não tenho problema em acordar tarde, pois trabalho só depois das 5pm (e nem é todos os dias), volto a estudar daqui uns dois meses, minha academia é 24 horas e ainda posso ficar no msn e skype papeando com a galera do Brasil, devido a diferença de horário. Maaas, perco o meu dia aqui.
Ok. Mas hoje foi o dia de colocar um ponto final nisso. Acordei cedo, mesmo indo dormir tarde. E a primeira coisa que veio na minha cabeça foram os sonhos que ando tendo... só Deus sabe o quanto sonho! E acreditem: tenho o poder de acordar, dormir denovo e voltar para o mesmo sonho. E isso é uma coisa que vinha acontecendo constantemente. Insano! Não sou nenhuma expert em relação à teoria de sonhar, mas posso garantir do bem que isso me faz. Costumo lembrar todos os meus sonhos, mesmo tento vários deles na mesma noite. A maioria deles são extremamente reais e geralmente estou com as pessoas queridas que estão longe de mim geograficamente e fisicamente por inúmeros motivos.
Concluindo: às vezes me sinto muito sozinha por estar longe do meu Brasil, família, amigos, cachorros, casa, quarto, comida, cultura e afins. Sonhar, de certa forma, me faz estar com eles o tempo todo e da forma que eu bem entender. Acho que ando dormindo tanto, justamente pra sonhar mais e fazer isso real. Pelo menos pra mim.
Mas como eu disse ai em cima, hoje (acredito eu) coloquei um ponto final nesse sono doido e quero só saber de acordar cedinho, cuidar da casa, do maridinho, fazer minha caminhada e curtir a praia linda que tenho aqui em frente de casa. Os sonhos vão continuar, certeza. Só terão que terminar um pouquinho mais cedo... rs. Eu sei que todas as pessoas que estão distantes e me acompanham durante meus intermináveis sonhos, estão comigo, no meu coração, em cada instante do meu dia e noite. E isso é independente de qualquer que seja a distância entre a gente. Geograficamente ou fisicamente.
Outro segredo doido, eu sei. Ainda virão muitos outros, mais doido que esse... Mas sentir saudade de alguém que está longe tem dessas coisas. Ficamos mais sensíveis e vulneráveis. Normal, acredito eu.
Bom, acabei escrevendo demais e já tá tarde. Bora dormir no horário direitinho e SONHAR, SONHAR E SONHAR!

Photo by Pri Martins
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Bons sonhos,
Brin

domingo, 16 de agosto de 2009

O Encanto da Fotografia


"Fotografia é imagem. Mas não apenas. Ela é o tempo detido, é a memória. É a evidência da luz que incidiu sobre um objeto específico, num lugar específico, num momento específico. Se por um lado isto soa como uma limitação, por outro é o próprio mistério da fotografia. Aquilo que vemos numa foto aconteceu. Às vezes de uma maneira que não sabemos como ou porquê - a fotografia não explica. Mas aqueles objectos e pessoas que se gravaram sobre o filme e hoje são imagens, ontem existiram. É isso que estimula nossa imaginação."

Clóvis Loureiro (s.d). A linguagem da fotografia. São Paulo

Photo by Idene
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Brin

sábado, 15 de agosto de 2009

Ahhhh Regime!

Nunca vi alguém descrever tão bem o quanto é chato e injusto fazer regime. Post fantástico de Suely Temporal.
Acessem o blog "O Faniquito" - http://ofaniquito.blogspot.com/2009/08/o-mundo-cruel.html

Fato. Não há quem não se identifique!

Brin